segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Dando Pão ao Faminto


Hoje falar-lhes-ei acerca de um acontecimento que demonstra o meu chamado para fazer o bem, lutar contra a fome, contra o frio, contra a sede, contra a mizéria, contra o preconceito racial e contra a desigualdade social.
Eu tinha vinte e poucos anos, era recém casado e servia Deus desviando-me do mal.
Eu residia na periferia da cidade e fiquei extremamente surpreso ao ouvir um relato de uma vizinha:
Um moço que morava nas proximidades e tinha problemas psiquiatricos havia invadido seu quintal alegando estar com muita fome.  Ela me relatou que o moço não só comeu as sobras do cachorro, tanto quanto também comeu as fezes do animal.
Imediatamente eu seguí até a morada do rapaz, percebi sua deficiência em manter contato com seres humanos, pois o mesmo era desprezado pela sociedade local e até por seus próprios pais que o abandonara morando naquele local sózinho.
Me senti muito triste, oferecí-lhe uma boa refeição, uma boa quantidade de suco e prometi que voltaria diariamente até o local para saciar-lhe a fome e a sede: pois nem mesmo água havia mais naquela casa.
Eu seguia até o local no café da manhã, no almoço, no lanche da tarde e no jantar.
Seguiu-se esta rotina por umas duas semanas, até que em um determinado dia ao levar alimento ao moço; estava no local seu irmão mais velho e olhando para mim começou a me agredir com palavras pesadas me exortando a nunca mais trazer comida ao seu irmão que era, segundo ele, um vagabundo que não tinha coragem para trabalhar.
Eu não retribuí suas palavras, porém pedí para o mesmo que buscasse uma internação em Hospital Psiquiátrico para livrar seu irmão daquele sofrimento em que vivia, submetendo-o a um tratamento adequado.
Expriquei-lhe como encontrei seu irmão e com autoridade de Servo de Deus exortei-o a resolver o problema.
Após o ocorrido a família providencio-lhe uma irternação adequada e nunca mais ouvi falar daquele moço.
Nessa vida, não sabemos quantos passam fome; mas temos a obrigação de fazer no mínimo aquilo que está ao nosso alcance.  Nesse relato você pode concluir que fui usado por Deus a socorrer aquele ser.
Quem sabe se eu não tivesse o socorrido se teria sobrevivido?
Que Deus, em sua infinita bondade e misericórdia desperte o seu povo a praticar a caridade.
Temos que olhar para a igreja primitiva, naquele tempo os irmãos estavam focados na caridade e não se permitia irmãos perecendo.
Este testemunho é fiel e verdadeiro, assim como Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é Fiel e Verdadeiro.
Só relatei-lhes este fato para deixar-lhes o exemplo.
Que Deus vos abençoe!
Amém!

Por: Adilson Prócer

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